A dislipidemia é considerada como um dos principais determinantes de ocorrência de doença cardiovasculares (DCV).

Ela ocorre quando os níveis de lipídios (gorduras) no sangue estão elevados. Existem três tipos que se diferenciam de acordo com as causas:

– Hipercolesterolemia isolada, que se forma pelo aumento isolado do colesterol LDL;

– Hipertrigliceridemia isolada, que ocorre pelo aumento isolado dos triglicerídeos;

– Hiperlipidemia mista, que junta o aumento do LDL colesterol e dos triglicerídeos.

É importante ficar de olho também na baixa dos níveis de HDL (colesterol bom). Isso porque ele ajuda a remover o LDL do sangue.

Dislipidemia e aterosclerose coronariana

O papel da dislipidemia na deflagração da aterosclerose coronariana está bem estabelecido.

O risco aumenta, significativa e progressivamente, em indivíduos com níveis de colesterol total (220mg/dL) e LDL (entre 100mg/dL e 129mg/dL) acima dos patamares de normalidade.

Níveis de triglicérides maiores que 150mg/dL também aumentam o risco de doença aterosclerótica coronariana.

Já para o colesterol HDL, a relação é inversa: quanto mais elevado seu valor, menor o risco. Deve ficar em níveis maiores que 60mg/dL.  

Como prevenir

Uma alimentação rica em frituras, açúcar, sódio e gorduras saturadas pode provocar esse aumento das taxas.

Portanto, é fundamental criar o hábito de comer melhor. Aqueles com sobrepeso ou obesidade devem tomar ainda mais cuidado.

A atividade física moderada, realizada durante 30 minutos, pelo menos quatro vezes por semana, auxilia na perda de peso e na redução dos níveis de colesterol e triglicérides.

Já no caso dos indivíduos que não atingem as metas de lipídios apenas com modificações comportamentais, pode ser necessária a administração de medicamentos.

Vale ressaltar que o controle das dislipidemias está associado a importantes benefícios na redução de eventos e mortalidade cardiovascular.

Por isso, lembre-se de realizar exames de sangue anualmente para checar as suas taxas!