Nas últimas décadas, o cigarro eletrônico, ou vape, se popularizou como uma suposta alternativa “menos nociva” ao cigarro convencional. No entanto, estudos científicos cada vez mais sólidos têm mostrado que essa nova forma de consumo de nicotina também representa sérios riscos à saúde, especialmente ao coração e ao sistema cardiovascular. Saiba mais sobre vaping e coração nesse texto.

O que é o vaping e por que ele preocupa os cardiologistas?

O vaping consiste na inalação de aerossóis gerados por dispositivos eletrônicos ao aquecerem líquidos contendo nicotina, aromatizantes e outras substâncias químicas. Ao contrário do cigarro tradicional, não há queima de tabaco, o que inicialmente fez com que esses produtos fossem vistos como mais seguros. Mas essa percepção vem sendo contestada por novas evidências médicas.

A nicotina continua sendo o principal ingrediente ativo dos vapes, e ela é uma substância altamente viciante, com efeitos conhecidos sobre o coração. A cada tragada, o usuário aumenta sua frequência cardíaca, a pressão arterial e a demanda de oxigênio do miocárdio, o que, com o uso contínuo, pode levar a um desgaste cardiovascular severo.

Impactos cardiovasculares já identificados

Estudos recentes demonstram que o uso do cigarro eletrônico está associado a uma série de condições cardiovasculares, como:

  • Hipertensão arterial: a nicotina presente no vape estimula o sistema nervoso simpático, promovendo contração dos vasos sanguíneos e aumento da pressão arterial.
  • Aumento do risco de infarto: há relatos de usuários que desenvolveram ataques cardíacos após o uso frequente do cigarro eletrônico, inclusive em faixas etárias mais jovens.
  • Danos à função endotelial: a exposição constante às substâncias presentes no vapor afeta o endotélio, camada interna dos vasos sanguíneos, favorecendo o acúmulo de placas e o desenvolvimento da aterosclerose.
  • Arritmias: a estimulação cardíaca provocada pela nicotina pode desregular o ritmo do coração, aumentando o risco de arritmias potencialmente perigosas.

Jovens no centro do problema

O apelo visual, os sabores doces e a facilidade de uso fazem do vape uma porta de entrada para a dependência de nicotina entre adolescentes e jovens adultos. Muitos iniciam o uso acreditando que estão adotando um hábito mais moderno e inofensivo, quando, na verdade, estão comprometendo sua saúde cardiovascular ainda em desenvolvimento.

O uso precoce e frequente pode acelerar processos inflamatórios e lesões vasculares, comprometendo a saúde do coração em longo prazo. E como o vapor não deixa cheiro nem rastros aparentes, torna-se difícil para pais e responsáveis identificarem o problema rapidamente.

Cigarro eletrônico: um alerta que precisa ser constante

Apesar de todo o marketing em torno do vaping, não há forma segura de consumir nicotina. O que antes era vendido como um auxílio para parar de fumar, tem, na prática, criado uma nova geração de dependentes, e com riscos possivelmente ainda mais agressivos.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia e diversas entidades médicas alertam para a necessidade urgente de regulamentação mais rígida, campanhas educativas e, principalmente, orientação médica. Estudos apontam que uma simples conversa de cinco minutos com um profissional de saúde pode ser o primeiro passo para que muitos usuários deixem de lado o vape.

Conclusão

O vape pode parecer inofensivo à primeira vista, mas os danos que causa ao sistema cardiovascular são reais, crescentes e preocupantes. O coração, silencioso e incansável, sente os efeitos da nicotina mesmo quando ela vem envolta em sabores adocicados e vapores.

Se você ou alguém próximo utiliza cigarros eletrônicos, procure orientação médica. Cuidar do coração é cuidar da vida, e nunca é cedo demais para começar.

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